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love promises in the sand

Someone wrote love promises in the sand. Poor fools. The ocean, that fierce beast, will soon wash them into oblivion and, just like that, they will be gone. Such a naíve thing, pick up wild flowers or sing love songs. The flowers will die soon, the songs are already lost in the air.  What an ephemeral being, this thing we call love. It's framed in time and can not escape from it. Poor fool. It believes it can exist forever without realizing eternity itself is a legend, a mythical creature that only lives in fairy-tales.  There is not such a thing as eternal love.   All we have is temporary love.  So let's love while we still have time. Let's be as fool as love and write love promises in the sand, pick-up wild flowers and sing love songs. One day, time will be gone so as love, and the memories of the fool things is the only proof that, once upon a time, I loved and I was loved. I don't know who I am anymore, but I know I am not me. This wasn't the language o...

Saudade

Saudade é um ser que respira quando estás longe. É a casa que perdes, algures no caminho. O caminho segue e tu segues com ele.  Há coisas que encontras, na berma da estrada, que não cabem no bolso.  Pertencem à paragem, àquele lugar.  São gigantes de alma inquieta. Nada mais resta fazer senão sentir esse ser: Saudade é um ser que respira quando estás longe.

Saudade

Saudade é um ser que respira quando estás longe. É a casa que perdes, algures no caminho. O caminho segue e tu segues com ele.  Há coisas que encontras, na berma da estrada, que não cabem no bolso. Pertencem à paragem, àquele lugar. São gigantes com alma da terra que encontras só para que se possam perder. Nada mais resta fazer senão sentir esse ser: Saudade é um ser que respira quando estás longe.

Há espera do sol

  Há espera do sol. O gigante de Fogo anuncia a sua chegada. A Terra ganha formas e cores, revelam-se texturas e vestígios do que já foi. As nuvens rosadas, junto uma terra de outra gente, já o vêem. Até lá, um mar de areia preguiçoso move-se discretamente. O paço é lento, invisível para olhos pequenos. Desconfio que seja  envergonhado. As dunas são ondas sábias e o deserto é o mar do passado que, quando iluminado, conta histórias a quem presta atenção.   Há espera da luz. As primeiras partículas anunciam a sua chegada. A Terra ganha formas e cores, revelam-se texturas e vestígios do que já foi. As nuvens rosadas, junto uma terra de outra gente, já a vêem. Por cá, uma colina de pedras preguiçosas movem-se discretamente. O paço é lento, invisível para olhos pequenos. Ainda assim, reconhece-se a afluência do tempo. As ruínas são silhuetas sábias, são traços do passado que, quando iluminadas, contam histórias a quem presta atenção.
 POREM, NO ENTUDO, CONTANTO

A saia vermelha

Ainda nem passou um mês e já está de volta, esta ânsia de sentir. De saia arregaçada e ventre revolto, mergulho os pés - talvez a essência - em água doce. A saia. É apropriada ao momento: vermelha cor-de-sangue manchada de pequenas flores brancas.  Passa uma brisa pelo corpo que me arrepia os braços. A caneta também. A página vira, dando a entender, de forma subtil, que é hora de seguir. Ainda assim, continuo aqui. Levantar-me significa encarar a pergunta: para onde quero ir?

tédio desenhado

Que parvoíce, desenhar... Que parvoíce ainda maior desenhar espelhado. A esquerda está à direita e os ângulos todos trocados. O mundo está virado ao contrário! As palavras também. Que se foda a realidade! Que aborrecido, desenhar o que já existe... Ainda mais chato é pensar em como a sua existência existe. (São as palavras que me salvam de mim)