Coletânea de palavras escritas, que se transformam numa espécie de prosa poética ou poesia prosaica, como resultado de turbilhão de pensamentos aleatórios.
Presa numa rede de ideias, Só me saem coisas feias. Não consigo ver além. Não consigo ser alguém Mais do já sou. Maior do que eu, Melhor do que serei. É um jogo viciado, O dado foi lançado. Sou profeta de uma fortuna Desventurada, Em que a descrença Torna-se uma sentença.
Uma história. Eu só quero contar histórias. Eu só quero viver histórias. Eu só quero criar histórias. Provavelmente pela ordem contrária. É de histórias que eu existo: Daquelas que aconteceram, daquelas que estão por escrever. Das fictícias e das verídicas. Que importa? (São detalhes...) A realidade e a imaginação inspiram-se mutuamente e o resultado dessa simbiose é tudo o que interessa. Eu só quero contar histórias. Mas fico perdida nos entretantos: Nos espaços vazios, entre um parágrafo e depois outro. Nas páginas finas, entre um capítulo e depois outro. Não tenho tempo que chegue para a minha vida. Não tenho tempo para viver histórias. Não tenho tempo para criar histórias. Não tenho tempo para contar histórias. Dêem-me tempo, ou antes: Pare-se o tempo! Pare-se o tempo! Que Deus cruel, o Tempo. - Ó Tempo, deixa-me contar histórias, tudo o que eu quero é co...
Quando o amanhã é igual a ontem Deixo de importar Não consigo criar Morre a paixão Desvanece a canção Quando o amanhã é igual a ontem Hoje não existe O nada persiste Em estado atónico Num mundo atómico Quando o amanhã é igual a ontem Deixo de ser Só consigo ter Continuo a respirar Mas não sinto o ar
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